• Gabrieli Desiderio

Quais são as tendências do setor alimentício para os próximos anos?


Vivemos em constante transformação enquanto sociedade e indivíduos. Isso quer dizer que amadurecemos. Nossos pensamentos, prioridades e influências externas também mudam. Essas novas informações impactam a sociedade como um todo através de tendências de comportamento e de consumo.


O ano de 2020 foi um ano de mudanças, e no setor alimentício não foi diferente. Essas mudanças chegaram para ficar e estão cada vez mais tomando espaço e crescendo no mercado. Por isso, resumimos nesse blog algumas tendências do setor alimentício para os próximos anos.


A pandemia do corona vírus trouxe para o mundo uma maior preocupação com o corpo, higiene e bem estar pessoal, por isso a saúde está cada vez mais se tornando a prioridade para a maioria da população global. Pessoas estão buscando alimentos que além de gostosos, façam bem para o corpo, mente e planeta terra.



BEM ESTAR MENTAL


“Quase 4 em cada 10 (38%) dos adultos brasileiros estão interessados em lanches feitos com ingredientes para beneficiar a saúde emocional.” (Mintel 2019).


Com o novo contexto mundial e o isolamento social causado pelo corona vírus, as pessoas começaram a dar uma maior atenção à saúde mental e emocional de quem está ao seu redor e de si mesmos. Esse fato refletiu também no mercado dos alimentos.


Com esse fato, começamos nossa lista de tendências com alimentos que beneficiam o bem-estar mental.



Alimentos sem glúten, integrais, sem açúcar, orgânicos e veganos estão com a tendência em alta, exatamente por serem alinhados à vitalidade do corpo e apresentarem um bom sinal de melhora em problemas como ansiedade e baixa energia.


Encorajados pela procura do bem-estar e saúde, haverá também a intensificação do cross-over entre os mercados de alimentos e de cosméticos: a tendência “Eat Pretty” do Innova. A alimentação começa a ser vista também como uma aliada para promover a aparência física do corpo, do cabelo e da pele, por exemplo.



SUSTENTABILIDADE


Segundo dados de 2019 da Nielsen, 42% dos consumidores brasileiros estão mudando seus hábitos de consumo para reduzir seu impacto no meio ambiente.

Além de óbvia e necessária, a proteção dos recursos naturais e sustentabilidade têm sido uma questão relevante já há algum tempo, como uma das prioridades do consumidor ao escolher de quais marcas ele irá consumir. Gerações mais novas que estão ingressando agora no mercado de trabalho e vêm ganhando poder de compra, nem consideram mais comprar de empresas que não estão alinhadas com a proteção ao meio ambiente.


Alguns alimentos que estão em alta e em uma curva ascendente de compra são as frutas, legumes e alimentos alternativos a carnes e industrializados que fazem tanto dano ao nosso planeta. Dentre eles, listamos algumas opções abaixo:

  • Algas: ricas em nutrientes, de fácil e abundante acesso;

  • Legumes: podem ser cultivados em qualquer lugar do mundo, além de serem ricos em fibras, proteínas e vitaminas;

  • Funghis e cogumelos: há mais de 2 mil tipos de cogumelos comestíveis ao redor do mundo, que são ricos em vitaminas e proteínas;

  • Cactos: são resistentes às secas e contêm fibras, além de aminoácidos e vitaminas;

  • Raízes: ricas em fibras, vitaminas e minerais.


SIMPLICIDADE E RAPIDEZ


O tempo tem se tornado cada vez mais o vilão da nossa sociedade atual. Com a pandemia, muitos trabalhadores tiveram sua jornada reduzida ou migraram para o trabalho remoto e com os restaurantes fechados e a alta dos preços nos mercados, começaram a encarar a cozinha.


As primeiras análises do Estudo NutriNet Brasil, um núcleo de pesquisa executado pela Universidade de São Paulo (USP), envolveu 10 mil participantes e indicam aumento generalizado na frequência de consumo de frutas, hortaliças e feijão (de 40,2% para 44,6%) durante a pandemia.



Por conta da pandemia, vários estabelecimentos ao ar livre e redes de delivery não saíram prejudicadas e houve um grande crescimento nesse ramo, e a previsão é continuar crescendo, até para a era pós-pandemia. Abaixo, alguns negócios que cresceram muito neste contexto:

  • Crescimento das “dark kitchens”: que pode ser traduzido como cozinhas obscuras. São cozinhas instaladas com estruturas para atender apenas pedidos de delivery;

  • Opções “go and grab”: o pegue e vá, em tradução livre, consiste em oferecer refeições prontas, balanceadas, embaladas e dispostas em um ambiente onde o cliente pode pegar o que quer, pagar e sair, sem passar muito tempo no estabelecimento;

  • Food trucks: os caminhões, geralmente estacionados em locais abertos, permitem um maior distanciamento entre os clientes. Sem contar que o consumidor pode levar para comer em casa ou escolher um cantinho do parque longe de aglomeração, apreciando também a vista;

  • Delivery: certamente esta é a opção com maior demanda. Entre os meses de abril e junho, os gastos com os principais aplicativos de entrega de comida (Rappi, IFood e Uber Eats) cresceram 94,67% no período, segundo dados da Mobills, startup de gestão de finanças pessoais.


Dessa forma, pode-se observar que nesse momento difícil e duvidoso que o mundo está passando, a alimentação está sendo fonte de trabalho e de bem-estar para muitas pessoas.


Por isso as tendências estão presentes, para apresentar uma previsão do que pode acontecer nos próximos anos, informando empreendedores para que adequem seus negócios às necessidades dos consumidores.


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