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Mito ou verdade: aditivos químicos fazem mal à saúde?

Inicialmente, os aditivos foram empregados com o intuito de conservação nos alimentos, e naquele período, não sabia-se os impactos biológicos que cada um exerceria na vida humana. Com o desenvolvimento da indústria alimentar foram progressivamente descobertos aditivos químicos cada vez mais eficazes, o que possibilitou o transporte de alimentos a grandes distâncias e a garantia de produtos atrativos ao consumidor.

Mas o que é um aditivo químico?

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é considerado um aditivo químico toda e qualquer substância que não detém valor nutricional, sendo introduzida com o propósito de modificar, preservar e intensificar as características físicas, químicas e sensoriais dos alimentos. Esta manipulação pode ser feita durante a fabricação, processamento, tratamento, armazenamento, transporte e nas mais diversas etapas de produção de um alimento. A partir das funções nas quais podem ser inseridos, os aditivos atuam principalmente como acidulantes, conservantes, espessantes e antioxidantes, mas também são capazes de colorir, adoçar e acentuar o sabor dos alimentos.


Quais são os critérios para a permissão do uso de aditivos nos alimentos?

A legislação brasileira sobre aditivos alimentares prevê que um aditivo poderá ser usado em alimentos somente quando este estiver explicitamente definido em legislação específica para a categoria de alimentos correspondente, com as respectivas funções e limites. O que não constar na legislação específica, não tem permissão para o uso. 

Para um aditivo ser empregado, é necessário uma adequada avaliação toxicológica, onde é levado em conta qualquer efeito acumulativo, sinérgico e de proteção decorrente do seu uso. A partir disso, o uso dessas substâncias deve ser limitado a alimentos específicos, em condições específicas e ao menor nível possível, visando sempre atingir o efeito desejado, sem ultrapassar os valores de ingestão diária aceitável (IDA).

Desse modo, estas substâncias devem ser constantemente reavaliadas à medida que são modificadas as condições de seu uso, a fim de garantir a segurança do consumidor. Segundo a Anvisa, é proibido o uso de aditivos em alimentos quando:

  • Houver evidências de que o mesmo não é seguro para consumo pelo homem;

  • Se interferir sensível e desfavoravelmente no valor nutritivo do alimento;

  • Servir para encobrir falhas no processamento e/ou nas técnicas de manipulação;

  • Encobrir alteração ou adulteração da matéria-prima ou do produto já elaborado;

  • Induzir o consumidor a erro, engano ou confusão;

  • Quando não estiver autorizado por legislação específica.


Desmitificando: A insegurança frente aos aditivos químicos

O que há em comum na maioria dos alimentos que encontramos nos supermercados? A presença de aditivos químicos, desde chocolates e bolachas até embutidos e refrigerantes. Vale ressaltar que todos os aditivos utilizados na produção de um determinado alimento devem ser obrigatoriamente discriminados na sua embalagem, ou seja, incluídos na lista de ingredientes presente no rótulo. No entanto, o problema inicial é o desconhecimento do consumidor frente à nomenclatura usual dos aditivos. Com isto, muitas pessoas têm dúvidas se estas substâncias trazem ou não malefícios à saúde.

Há pessoas que evitam consumir produtos com aditivos químicos, devido a crença que essas substâncias são capazes de reduzir os nutrientes dos alimentos. Entretanto, há um equívoco neste pensamento. Os aditivos empregados em alimentos não anulam os nutrientes. Entretanto, quando há um consumo exagerado de alimentos industrializados, podem agregar alguns malefícios. E é justamente neste excesso que mora o perigo, visto que as doses de substâncias que a princípio não fariam mal, acabam sendo nocivas se ingeridas sem um limite. Por conta de preservar a vida dos consumidores foi implementado um índice, o IDA (Ingestão Diária Aceitável), visando limitar a quantidade de aditivos nos alimentos. Logo abaixo estão alguns exemplos de aditivos encontrados nos produtos alimentícios e suas consequências quando consumidos excessivamente.

Bromato de potássio: substância utilizada para amaciar e branquear a massa do pão de fast-food e de pizzas congeladas. Já é proibida no Brasil, pois tem potencial cancerígeno.


Acrilamida: produto químico presente em frituras e alimentos preparados em altas temperaturas. Esta substância possui potencial cancerígeno.


Nitrato de sódio: tipo de sal presente em alimentos processados e embutidos, como salsichas e bacon. É associado ao surgimento de câncer quando consumido em excesso. O limite diário aceitável é de 3,7 mg por kg de peso corporal.


Xarope de milho: tipo de açúcar extraído do milho, presente em refrigerantes, doces, biscoitos e cereais processados. Em excesso, colabora para o desenvolvimento de diabetes e síndrome metabólica.


Óleo vegetal bromado (BVO): aditivo já proibido na União Europeia, Japão e Austrália devido ao risco de causar problemas neurológicos. É encontrado em alguns tipos de refrigerantes e de bebidas esportivas, com a finalidade de manter seus aromas.


Benzoato de sódio: conservante usado para impedir o crescimento de fungos e leveduras em sucos, conservas e condimentos. Em excesso, é associado ao surgimento de hiperatividade em crianças e câncer. A dose diária aceitável é de até 5 mg/kg.


É evidente que o benefício dos alimentos naturais é maior, já que estes são de fácil digestão e não sofreram uma série de processamentos para o consumo. No entanto, não é correto abominarmos os alimentos processados, mas sim consumi-los ocasionalmente, já que auxiliam no cotidiano de nossas vidas, e ainda assim são alimentos práticos, gostosos e de fácil preparo. Por fim, para prosseguirmos conscientemente tranquilos com nosso consumo, devemos nos ater à seguinte frase: “Quando a quantidade de aditivos químicos é excessiva, as consequências podem ser sérias”.


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