• Anderson K. Coutinho

Leite vegetal e sua importância no mercado

Você já ouviu falar sobre leites vegetais?


O termo se popularizou nos últimos anos em função de públicos com restrições, com demandas por substitutos ao leite de vaca ou outros leites de origem animal. A legislação define leite como produto da ordenha de vacas e outros animais, no entanto, no Brasil ainda não há um consenso sobre a nomenclatura oficial para a bebida na versão vegetal, algo que deve mudar nos próximos anos.

Independente do nome oficial, os leites vegetais surgiram como aliados para pessoas adeptas ao veganismo (estilo de vida vegano) pois não são de origem animal e seu processo de produção também não afeta a vida animal de nenhuma maneira. Também são público alvo dessas bebidas pessoas que possuem alergia à proteína do leite ou intolerantes à lactose, uma vez que essas restrições alimentares estão diretamente ligadas somente ao leite de origem animal.

Existem leites vegetais em diversas variedades, os mais populares são o leite de soja, o leite de coco e o leite de amêndoas, no entanto também tem se tornado populares nos últimos anos leites como o de aveia, amendoim, arroz, dentre outros. O mais legal é que eles podem ser produzidos em casa, apenas com auxílio de um liquidificador: o processo consiste numa extração com água da castanha ou grão que se deseja fazer o leite. Em alguns casos recomenda-se deixar previamente de molho na água para amolecer e facilitar a extração no liquidificador. Depois, basta coar e está pronto!


Mas será que o consumo de leites vegetais substitui o leite de vaca convencional?

Em termos nutricionais, não.

O leite de vaca é um produto bastante complexo e possui uma combinação e estrutura inteligente de lipídios, proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais. As principais contribuições do leite animal para nossa dieta são proteínas e cálcio, presentes em quantidades generosas no leite de vaca. Já nos leites vegetais, isso depende da matéria-prima que for utilizada.

Além de depender do tipo de leite vegetal, é preciso estar atento às duas formas de obtê-los: produção caseira, fazendo em casa seu próprio leite vegetal; ou produção industrial, comprando no supermercado o produto embalado e rotulado.

  • Leite vegetal caseiro: é de composição nutricional indefinida pois depende da forma que cada pessoa individualmente produz: o tempo de extração, o tempo de molho, temperatura da água, dentre outros parâmetros que influenciam diretamente na composição nutricional.

  • Leite vegetal industrializado: possui sua composição bem conhecida pois provém de um processo padronizado da indústria de alimentos e, portanto, sua tabela nutricional, presente no rótulo, é mais confiável.

Contudo, leites vegetais possuem menos calorias que o leite animal, com exceção do leite de coco, o que os torna ótimos para pessoas em processo de reeducação alimentar e que pretendem ter uma alimentação mais leve.

É preciso estar atento em relação à ingestão de cálcio: nenhuma das castanhas e grãos usados para produzir leites vegetais possuem os valores diários recomendados de cálcio em porções de 100 g, portanto é importante buscar suplementá-lo de outras maneiras como por exemplo, a partir da inserção de sementes de gergelim, ricas em cálcio (cerca de 975 mg a cada 100 g de semente) às suas receitas diárias.

Os leites vegetais passaram a ganhar maior notoriedade no mercado de alimentos em função dos consumidores veganos que buscam cada vez mais a substituição do leite animal em suas receitas. No entanto, é importante entender a função do leite animal e a interação com os outros ingredientes antes de substituí-lo por um leite vegetal, que depende de diversos parâmetros tecnológicos e também sensoriais.


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