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Insetos: alimento do futuro

Atualizado: Nov 11

Quando o assunto é alimentação a base de insetos, embora difundida em alguns países, é muito comum as pessoas tratarem o tópico com certo desgosto ou até mesmo repulsão. Isso se deve à cultura enraizada, em que insetos são associados a pragas, doenças e falta de higiene. Porém, a verdade é que são altamente nutritivos, acessíveis e sustentáveis.



Desafios


De acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), a entomofagia (consumo de insetos na alimentação) é praticada por cerca de dois bilhões de pessoas ao redor do mundo, sendo a maior parte proveniente de países asiáticos. O Brasil possui uma barreira cultural, ainda que, com seus inúmeros recursos naturais, tenha capacidade de ser uma potência nessa área.

Para driblar a recusa das pessoas por essa opção de alimentação, a utilização de insetos na forma de farinha é considerada, permitindo a incorporação em outros alimentos comumente consumidos de forma disfarçada, evitando a associação desse inseto com o alimento e reduzindo a rejeição.



Por ser um assunto relativamente novo no ocidente ainda não existe legislação que reconheça os insetos como alimentos, estabelecendo normas de produção, comercialização e fiscalização, deixando todo um mercado na informalidade.

Além disso, os insetos são alérgenos, podendo oferecer riscos à alimentação, principalmente daqueles que já possuem alergias a crustáceos como camarão e siri. Entretanto, ao contrário do que muitos podem pensar, quando criados da forma correta, os insetos não são fontes de doença alimentar.


Por que consumir?


Quesito sustentável


Devido à crescente demanda por alimentos, considerando uma previsão de mais de 9 bilhões de pessoas para 2050, a indústria alimentícia está cada vez mais investindo em pesquisa e desenvolvimento de alimentos em busca de alternativas, como a utilização de insetos.

Enquanto a pecuária exige uma longa extensão de terra para a criação dos animais, assim como para a produção de grãos para alimentá-los, os insetos demandam uma área muito inferior, podendo sua criação ser feita inclusive de forma vertical. Ainda, os insetos podem ser alimentados com rejeitos orgânicos, sendo uma boa alternativa de destino para resíduos gerados. Podem tanto ser utilizados para substituir parte da alimentação animal, como para substituir a proteína da alimentação humana. A criação de insetos também possui a vantagem de emitir um teor significativamente inferior de gases estufa em comparação à pecuária.

Além disso, de acordo com a FAO, insetos tem uma grande taxa de conversão de alimento em massa corporal. A taxa de conversão alimentar dos insetos é mais vantajosa, ou seja, demandam um menor volume alimentar para retornar um quilograma de biomassa. Enquanto bovinos necessitam 8 kg de consumo de ração para o alimento do animal para retornar 1 kg de carne, frango necessita de 4,5 kg de ração para o fornecimento de 1 kg de carne. No caso dos insetos, como o grilo, são capazes de transformar 2 kg de alimento em 1 kg de massa corporal em retorno.


Quesito nutricional


Insetos possuem grande potencial nutricional. Possuem como principal nutriente a proteína, comparável à carne bovina. Além disso, em sua composição possuem gorduras insaturadas, fibras e minerais, como ferro, cálcio, fósforo e zinco. Por esses motivos, esses alimentos são boas opções para quem busca uma alimentação saudável.


Potencial no mercado


Atualmente, algumas empresas e fundações estão investindo nessa área. A maioria localizada na Espanha, Alemanha e Estados Unidos. No Brasil, há empreendedores e pesquisadores estudando sobre o potencial da sua utilização, formulando produtos como barras proteicas a partir de larvas de besouros e grilos, ou pães e massas adicionados de farinha de grilo, apenas esperando a legislação permitir a comercialização. É uma certeza que esse nicho de mercado possui grande potencial e crescerá cada dia mais.

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