• Marianne Bondan

Sustentabilidade no mercado de alimentos: mais que uma tendência!

Atualizado: Nov 5

A busca constante por um estilo de vida mais sustentável está alterando os hábitos dos consumidores, marcando uma nova tendência para os próximos anos. Sustentabilidade é um termo cada vez mais recorrente e está relacionado ao desenvolvimento da sociedade para a preservação dos nossos recursos, a partir do uso consciente, novas alternativas e iniciativas relacionadas ao bem-estar coletivo. Reunimos as opiniões dos especialistas de algumas das principais agências de inteligência de mercado de consumidores como a Mintel, Euromonitor e Innova Market para ver de que forma essa tendência afeta o mercado.


A população está mais atenta ao impacto que causa no mundo, tendo mais cuidado e consciência das necessidades individuais, preocupação com o outro, com o meio ambiente e os animais. Essa preocupação faz parte de uma busca por vida saudável e ética que direcionam as escolhas do consumidor, conforme a tendência Consumidor Consciente indicada pela Euromonitor.


A tendência o reino vegetal, da Innova market, está em conformidade com a Euromonitor e chama atenção para a busca do bem-estar animal, dando forças para um mercado baseado em plantas. Isso passa longe de ser uma tendência extremista. É uma prática flexível e para todos, que busca pelo equilíbrio saudável e sustentável entre carne e legumes, sem a necessidade de erradicar os produtos de origem animal. Essa prática pode ser aderida em uma refeição ou um dia na semana, como a onda da “segunda sem carne”, já bastante difundida.


Para atender as expectativas dos seus clientes, as indústrias estão trazendo para o mercado alternativas à proteína animal, como ovo vegano e carnes vegetais - atraindo consumidores tradicionais que desejam adicionar mais opções a base de vegetais às suas dietas - ou com rótulos com características como “criação livre” ou “alimentação natural / criado no pasto”.


A Mintel indica o consumo Evergreen como uma tendência que considera os princípios da economia circular: extração máxima dos recursos e utilização pelo maior tempo possível, para então transformá-lo em um novo produto, evitando desperdícios. Se refere a todo o ciclo de vida, desde a produção e distribuição, até o consumo e descarte, e incide a responsabilidade sobre todos que participam desse ciclo, sendo essencial a colaboração entre fornecedores, fabricantes, governos, organizações sem fins lucrativos e varejistas.


Empresas e marcas têm um papel a desempenhar, e possuem demanda e apoio por mais programas de sustentabilidade corporativa, que trariam benefícios tanto para elas mesmas, como para os consumidores. Esforços para melhorar a poluição do ar, restaurar a saúde do solo, e dar força para a agricultura regenerativa, são fatores importantes para o movimento de sustentabilidade. Essa prática abre margem também para o mercado de orgânicos, que visa a produtividade não predatória do solo.


Outro hábito que está crescendo é a busca por produtos com embalagens sustentáveis - sejam reutilizáveis, recicláveis ou recicladas, bem como com melhor biodegradabilidade e novas tecnologias - assim como novos produtos com aproveitamento de subprodutos que seriam descartados. Pesquisas realizadas pela Mintel em relação à tendência Repense o plástico, observaram que 20% dos consumidores brasileiros estariam dispostos a pagar um preço maior por alimentos frescos e industrializados produzidos por marcas com apelo sustentável e ecologicamente correto.


O lixo plástico é um grande desafio ambiental, e a recente decisão do Parlamento Europeu que aprovou o veto de produtos descartáveis até 2021, como copos, pratos, talheres, canudos e embalagens para entrega de comida, reforça a tendência em relação ao papel do governo sobre a preocupação e responsabilidade ambiental. Paralelamente a isso, como alternativa criada pelo mercado, além dos canudos de inox e dos copos retráteis, estão os canudos comestíveis, lançado pela empresa americana Loliware, composto por algas marinhas em cinco sabores; e pela Sorbos, empresa espanhola, este feito com a base de açúcar, gelatina e amido de milho, em seis sabores. Uma outra alternativa interessante criada para substituir os copos plásticos foi lançada recentemente pela rede de fast food Ragazzo: copo com papel certificado, 90% biodegradável e com um disco de papel semente incorporado, ou seja, depois do uso deve-se plantá-lo e, além de se degradar em cerca de 3 anos, vai originar até 3 árvores. Esses são exemplos da força do consumidor e de como o mercado precisa se moldar para não perder força de venda.


Se unir a essa tendência de sustentabilidade é fundamental na construção de marcas. Conhecer mais sobre isso é uma forma de entender para onde se encaminha o futuro de inovações e se conectar com um estilo de vida mais verde.


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