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Petfood: crescimento e tendência de investimento


Segundo a especialista em comportamento animal, Ceres Faraco, há indícios arqueológicos de domesticação desde a era glacial, ou seja, há cerca de 500 mil anos atrás. A relação inicial de caça compartilhada e proteção contra outros predadores sofreu mudanças ao longo dos tempos. Hoje, cães e gatos adquiriram o status de membro da família, sendo sinônimo de companhia e recebendo carinho e cuidado quase maternais. Além disso, a população de pets aumentou exponencialmente devido, principalmente, à mudança no perfil das famílias, com mais pessoas morando sozinhas, em espaços menores, com mais pets e menos crianças.

Reflexos desses fatores podem ser observados em dados estatísticos provenientes da Abinpet (Associação Brasileira de Indústria de Produtos para Animais de Estimação) mostrando que o Brasil possui a segunda maior população de animais domésticos do mundo. Com 22,1 milhões de gatos e 52,2 milhões de cães, o mercado é movimentado ao ponto de atingir a marca de 20 bilhões de faturamento em 2020.

Dentre vários segmentos desse mercado, um dos que mais se destaca é a alimentação animal. Os consumidores buscam a qualidade de vida de seus peludos e, de uma maneira geral, melhorar sua saúde, prevenir e facilitar o tratamento de doenças, elevar sua disposição e energia e estender sua longevidade. Surge então, um leque de possibilidades para atender essas demandas: rações personalizadas, menos calóricas e mais naturais; suplementação de vitaminas, minerais e aminoácidos.


Cada animal possui um peso, uma necessidade energética e uma quantidade ideal de vitaminas diferente. Por isso, existem dietas únicas para suprir suas necessidades individuais. Como resultado disso, já é possível encontrar serviços que elaboram uma ração única para cada pet, com base em cálculos e trabalhos realizados por engenheiros, veterinários e zootecnólogos.

Em 2008, British Journal of Nutrition apresentou os resultados de um estudo que dividiu quarenta e oito labradores em dois grupos. Metade recebeu uma alimentação com excesso de calorias e a outra metade, o necessário. Então, durante duas décadas, pode-se observar diferenças expressivas entre os dois grupos.


Cães com dieta em excesso de calorias

- Tempo de vida médio: 11 anos

- Massa muscular e óssea: mantida por menos tempo

- Início de doenças: aos 7 anos de vida


Cães com dieta com o necessário de calorias

- Tempo de vida médio: 13 anos

- Massa muscular e óssea: mantida por mais tempo

- Início de doenças: aos 8 anos de vida


Outro estudo importante nessa área, realizado por Dr Gérard Lippert e Bruno Sapy, mostrou que cães se alimentando com rações feitas a base de ingredientes mais processados tiveram um tempo de vida médio de 10,4 anos, em comparação com 13,1 anos de cães que foram alimentados com rações feitas com ingredientes mais naturais. Conclui-se com isso que, ao desenvolver rações com níveis mais adequados de calorias e com ingredientes menos processados, é possível suprir os desejos dos novos consumidores que buscam qualidade de vida e saúde para os pets.

Outra questão importante a ser abordada é a seleção cautelosa dos ingredientes. O manjericão, devido à curcumina, possui uma ação anti-inflamatória. Já a cebola e o alho podem causar anemia nos cães e gatos, pois contém tiossulfato e dissulfeto de alipropila, substâncias que oxidam os glóbulos vermelhos. A uva e a carambola também têm efeitos negativos, causando insuficiência renal. Ingredientes gordurosos como chocolate, leite e massas com açúcar, podem desestabilizar muito a saúde deles, podendo causar diabetes e problemas no sistema nervoso.

O mercado dos pets vem se desenvolvendo e ocupando lugar nas casas ao redor de todo o mundo. Com um grande potencial, esse mercado cresce cada vez mais, com estudos e inovações, buscando sempre maneiras de prolongar e melhorar a vida dos animais de estimação.


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