• Daniela Vargas

Como está a adaptação dos serviços de alimentação no mundo?

A pandemia mudou a realidade dos serviços de alimentação em todo o mundo. Restaurantes, bares e lanchonetes que sobrevivem à crise em decorrência da Covid-19 têm de passar por transformações profundas, intensificando as medidas de limpeza e as formas de contato com os fregueses.

No Brasil, ainda estamos passando pelo período de intenso isolamento social; porém em outros países, onde a flexibilização do comércio já está acontecendo, os serviços de alimentação estão reabrindo com protocolos de segurança adaptados para a nova realidade.



Em Portugal, por exigências da Direção Geral de Saúde local, os restaurantes precisam respeitar dois metros de distância entre as mesas e os funcionários têm a obrigatoriedade de usar máscara durante todo o serviço. Aos clientes, também recai a responsabilidade de usá-las para adentar nos espaços, podendo retirá-las somente quando se sentam, para consumir a refeição. Outra mudança foi percebida na equipe, que ficou mais enxuta, frente à redução dos clientes. Dessa forma, o cardápio também tende ser reestruturado, passando a ofertar menos pratos.

Em Copenhague, um epicentro da gastronomia mundial, um grande chef chamado Rasmus Kofoed, viu na crise a oportunidade de realizar seu sonho. Em meio à pandemia, Kofoed, atento à emergente demanda do veganismo, abriu o seu restaurante com o conceito de plant based food. A proposta é elaborar refeições de matriz vegetal que contenham ingredientes frescos, ou seja, priorizar o uso de mais vegetais e alimentos minimamente processados e cortar, sempre que possível, os produtos industrializados. Cabe ressaltar que diante dos diversos casos de contaminação por vírus por meio de derivados cárneos, como gripe suína e aviária, o conceito de plant based food confere aos clientes a sensação de segurança, visto que a matéria-prima não é de origem animal. Sendo assim, Kofoed obteve bastante sucesso com seu novo restaurante e pôde continuar com todo o quadro de funcionários.

Em Singapura, assim que as portas dos comércios foram fechadas, alguns optaram por inovar. Um brasileiro, chef Ivan Brehmdono, dono do restaurante Nouri, passou a fazer delivery. Ele investiu nas opções de takeaway, que consiste no preparo de refeições que são levadas e consumidas em outro local. Para tanto, floresceu a união entre fazendeiros e outros cozinheiros para vender vegetais e comidas prontas para os clientes, criando uma rede de parceria entre pequenos produtores, restaurantes e clientes. A proposta teve tanta adesão, que foi criada uma plataforma online para facilitar as transações e tornar o processo mais acessível. Brehmdono defende que os restaurantes que souberem criar uma ligação direta com seus clientes, que tiverem como foco sua comunidade, vão conseguir sobreviver muito melhor à crise. "Aqueles que só focam no 'business' deverão aprender a trancos e barrancos", diz.

A pandemia veio de surpresa para todos os países. Vamos, entretanto, inspirar-nos em bons exemplos, sermos criativos e passar por esse momento juntos!

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